domingo, 4 de julho de 2010

"Assim não brinco mais!"

Temos que ser justos ao analisar a saída do Brasil da Copa de 2010 nas quartas de final: a culpa não foi de Dunga. Ou, se foi, foi culpa apenas em última análise, por ter sido ele quem escalou a equipe, mas não foi culpa direta.

O que eu quero dizer com "culpa direta" é que não fomos eliminados por erros táticos ou estratégicos. A seleção jogou o que se devia esperar dela sob o comando de Dunga. Foi cautelosa na primeira fase, como a maioria das grandes equipes, mas passamos tranquilos para as oitavas, liderando o grupo. Seria burrice esperar que a seleção desse goleadas na Coreia do Norte ou Costa do Marfim: não era preciso. Se empatamos com Portugal é porque não precisava ganhar. Futebol de resultados. Só isso.

Ao contrário do jogo feio de 94, quando passamos relativamente bem na primeira fase e depois fomos pra uma sequência de jogos fuleiros, até culminar no empate com a Itália, dessa vez fizemos um belo 3 x 0 contra os fregueses chilenos (bem diferente dos 1 x 0 contra os EUA de 94, que técnico e jogadores consideraram na época o "jogo mais difícil até agora"). E já íamos para mais uma boa vitória contra os holandeses. Fizemos dois bons gols, um dos quais anulado e encerramos o primeiro tempo tempo com tranquilidade para meter mais um ou dois no segundo.

Mas foi aí que a desgraça aconteceu.